Texto áureo: Salmo 90:12
"Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios."
Leitura de hoje: Salmos 129, 130, 137, 139, 140
Muitas vezes me oprimiram desde a minha juventude; que Israel o repita:
muitas vezes me oprimiram desde a minha juventude, mas jamais conseguiram vencer-me.
Passaram o arado em minhas costas e fizeram longos sulcos.
O Senhor é justo! Ele libertou-me das algemas dos ímpios.
Retrocedam envergonhados todos os que odeiam Sião.
Sejam como o capim do terraço, que seca antes de crescer,
que não enche as mãos do ceifeiro nem os braços daquele que faz os fardos.
E que ninguém que passa diga: "Seja sobre vocês a bênção do Senhor; nós os abençoamos em nome do Senhor!"
Das profundezas clamo a ti, Senhor;
Ouve, Senhor, a minha voz! Estejam atentos os teus ouvidos às minhas súplicas!
Se tu, Soberano Senhor, registrasses os pecados, quem escaparia?
Mas contigo está o perdão para que sejas temido.
Espero no Senhor com todo o meu ser, e na sua palavra ponho a minha esperança.
Espero pelo Senhor mais do que as sentinelas pela manhã; sim, mais do que as sentinelas esperam pela manhã!
Ponha a sua esperança no Senhor, ó Israel, pois no Senhor há amor leal e plena redenção.
Ele próprio redimirá Israel de todas as suas culpas.
Junto aos rios da Babilônia nós nos sentamos e choramos com saudade de Sião.
Ali, nos salgueiros penduramos as nossas harpas;
ali os nossos captores pediam-nos canções, os nossos opressores exigiam canções alegres, dizendo: "Cantem para nós uma das canções de Sião!"
Como poderíamos cantar as canções do Senhor numa terra estrangeira?
Que a minha mão direita definhe, ó Jerusalém, se eu me esquecer de ti!
Que a língua se me grude ao céu da boca, se eu não me lembrar de ti, e não considerar Jerusalém a minha maior alegria!
Lembra-te, Senhor, dos edomitas e do que fizeram quando Jerusalém foi destruída, pois gritavam: "Arrasem-na! Arrasem-na até aos alicerces!"
Ó cidade de Babilônia, destinada à destruição, feliz aquele que lhe retribuir o mal que você nos fez!
Feliz aquele que pegar os seus filhos e os despedaçar contra a rocha!
Senhor, tu me sondas e me conheces.
Sabes quando me sento e quando me levanto; de longe percebes os meus pensamentos.
Sabes muito bem quando trabalho e quando descanso; todos os meus caminhos te são bem conhecidos.
Antes mesmo que a palavra me chegue à língua, tu já a conheces inteiramente, Senhor.
Tu me cercas, por trás e pela frente, e pões a tua mão sobre mim.
Tal conhecimento é maravilhoso demais e está além do meu alcance, é tão elevado que não o posso atingir.
Para onde poderia eu escapar do teu Espírito? Para onde poderia fugir da tua presença?
Se eu subir aos céus, lá estás; se eu fizer a minha cama na sepultura, também lá estás.
Se eu subir com as asas da alvorada e morar na extremidade do mar,
mesmo ali a tua mão direita me guiará e me susterá.
Mesmo que eu dissesse que as trevas me encobrirão, e que a luz se tornará noite ao meu redor,
verei que nem as trevas são escuras para ti. A noite brilhará como o dia, pois para ti as trevas são luz.
Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe.
Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Tuas obras são maravilhosas! Disso tenho plena certeza.
Meus ossos não estavam escondidos de ti quando em secreto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra.
Os teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir.
Como são preciosos para mim os teus pensamentos, ó Deus! Como é grande a soma deles!
Se eu os contasse seriam mais do que os grãos de areia. Se terminasse de contá-los, eu ainda estaria contigo.
Quem dera matasses os ímpios, ó Deus! Afastem-se de mim os assassinos!
Porque falam de ti com maldade; em vão rebelam-se contra ti.
Acaso não odeio os que te odeiam, Senhor? E não detesto os que se revoltam contra ti?
Tenho por eles ódio implacável! Considero-os inimigos meus!
Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece as minhas inquietações.
Vê se em minha conduta algo que te ofende, e dirige-me pelo caminho eterno.
Livra-me, Senhor, dos maus; protege-me dos violentos,
que no coração tramam planos perversos e estão sempre provocando guerra.
Afiam a língua como a da serpente; veneno de víbora está em seus lábios.
Protege-me, Senhor, das mãos dos ímpios; protege-me dos violentos, que pretendem fazer-me tropeçar.
Homens arrogantes prepararam armadilhas contra mim, perversos estenderam as suas redes; no meu caminho armaram ciladas contra mim.
Eu declaro ao Senhor: "Tu és o meu Deus". Ouve, Senhor, a minha súplica!
Ó Soberano Senhor, meu salvador poderoso, tu me proteges a cabeça no dia da batalha;
não atendas os desejos dos ímpios, Senhor! Não permitas que os planos deles tenham sucesso, para que não se orgulhem.
Recaia sobre a cabeça dos que me cercam a maldade que os seus lábios proferiram.
Caiam brasas sobre eles, e sejam lançados ao fogo, em covas das quais jamais possam sair.
Que os difamadores não se estabeleçam na terra, e a desgraça persiga os violentos até à morte.
Sei que o Senhor defenderá a causa do necessitado e fará justiça aos pobres.
Com certeza os justos darão graças ao teu nome, e os homens íntegros viverão na tua presença.