Quando estamos na presença de Deus, temos coragem por causa do seguinte: se pedimos alguma coisa de acordo com a sua vontade, temos a certeza de que ele nos ouve.
Assim sabemos que ele nos ouve quando lhe pedimos alguma coisa. E, como sabemos que isso é verdade, sabemos também que ele nos dá o que lhe pedimos.
Se alguém vê o seu irmão cometer algum pecado que não traz a morte, deve orar a Deus, e ele dará a vida a essa pessoa. Isso, no caso de pecados que não trazem a morte. Mas há pecado que traz a morte, e eu não digo que vocês orem a respeito desse pecado.
Toda maldade é pecado; porém há pecados que não trazem a morte.
Sabemos que os filhos de Deus não continuam pecando, porque o Filho de Deus os guarda, e o Maligno não pode tocar neles.
Sabemos que somos de Deus e que o mundo todo está debaixo do poder do Maligno.
Sabemos também que o Filho de Deus já veio e nos deu entendimento para conhecermos o Deus verdadeiro. A nossa vida está unida com o Deus verdadeiro, unida com o seu Filho, Jesus Cristo. Este é o Deus verdadeiro, e esta é a vida eterna.
Meus filhinhos, cuidado com os falsos deuses!
Comentário
No comentário Judaico do Novo testamento, de David H. Stern encontramos a seguinte explicação para a questão dos pecados que são para a morte:
O judaísmo distingue entre o pecado inconsciente pelo qual há sacrifício expiratório; e o pecado deliberado, "arbitrário", ao qual somente a morte pode expiar. No contexto desta carta, aqueles que deliberadamente escolhem não crer "no poder do Filho de Deus" (v. 13), que não obedecem aos mandamentos de Deus (vv. 2-3) e que não amam a seus irmãos (4:21), "não tem a vida" (v. 12).
A responsabilidade do crente ao vir seu irmão cometer pecado não é apenas pedir a Deus para lhe dar vida, mas também "argui-lo" (Mt 18:15-17), corrigí-lo "com espírito de humildade" (Gl 6:1), para converter "o pecador do seu caminho errado" (Tiago 5:19 e 20)
O comentário de hoje foi transcrito da referência acima.