Texto áureo: Salmo 51:12
"Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário."
Como é feliz aquele que se interessa pelo pobre! O Senhor o livra em tempos de adversidade.
O Senhor o protegerá e preservará a sua vida; ele o fará feliz na terra e não o entregará ao desejo dos seus inimigos.
O Senhor o susterá em seu leito de enfermidade, e da doença o restaurará.
Eu disse: Misericórdia, Senhor, cura-me, pois pequei contra ti.
Os meus inimigos dizem maldosamente a meu respeito: "Quando ele vai morrer? Quando vai desaparecer o seu nome?"
Sempre que alguém vem visitar-me, fala com falsidade, enche o coração de calúnias e depois sai espalhando-as.
Todos os que me odeiam juntam-se e cochicham contra mim, imaginando que o pior me acontecerá:
"Uma praga terrível o derrubou; está de cama, e jamais se levantará".
Até o meu melhor amigo, em quem eu confiava e que partilhava do meu pão, voltou-se contra mim.
Mas, tu, Senhor, tem misericórdia de mim; levanta-me, para que eu lhes retribua.
Sei que me queres bem, pois o meu inimigo não triunfa sobre mim.
Por causa da minha integridade me susténs e me pões na tua presença para sempre.
Louvado seja o Senhor, o Deus de Israel, de eternidade a eternidade! Amém e amém!
Como a corça anseia por águas correntes, a minha alma anseia por ti, ó Deus.
A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando poderei entrar para apresentar-me a Deus?
Minhas lágrimas têm sido o meu alimento de dia e de noite, pois me perguntam o tempo todo: "Onde está o seu Deus?"
Quando me lembro destas coisas choro angustiado. Pois eu costumava ir com a multidão, conduzindo a procissão à casa de Deus, com cantos de alegria e de ação de graças entre a multidão que festejava.
Por que você está assim tão triste, ó minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim? Ponha a sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei; ele é o meu Salvador e
o meu Deus. A minha alma está profundamente triste; por isso de ti me lembro desde a terra do Jordão, das alturas do Hermom, desde o monte Mizar.
Abismo chama abismo ao rugir das tuas cachoeiras; todas as tuas ondas e vagalhões se abateram sobre mim.
Conceda-me o Senhor o seu fiel amor de dia; de noite esteja comigo a sua canção. É a minha oração ao Deus que me dá vida.
Direi a Deus, minha Rocha: "Por que te esqueceste de mim? Por que devo sair vagueando e pranteando, oprimido pelo inimigo?"
Até os meus ossos sofrem agonia mortal quando os meus adversários zombam de mim, perguntando-me o tempo todo: "Onde está o seu Deus?"
Por que você está assim tão triste, ó minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim? Ponha a sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei; ele é o meu Salvador e o meu Deus.
Faze-me justiça, ó Deus, e defende a minha causa contra um povo infiel; livra-me dos homens traidores e perversos.
Pois tu, ó Deus, és a minha fortaleza. Por que me rejeitaste? Por que devo sair vagueando e pranteando, oprimido pelo inimigo?
Envia a tua luz e a tua verdade; elas me guiarão e me levarão ao teu santo monte, ao lugar onde habitas.
Então irei ao altar de Deus, a Deus, a fonte da minha plena alegria. Com a harpa te louvarei, ó Deus, meu Deus!
Por que você está assim tão triste, ó minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim? Ponha a sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei; ele é o meu Salvador e o meu Deus.
Com os nossos próprios ouvidos ouvimos, ó Deus; os nossos antepassados nos contaram os feitos que realizaste no tempo deles, nos dias da antiguidade.
Com a tua própria mão expulsaste as nações para estabelecer os nossos antepassados; arruinaste povos e fizeste prosperar os nossos antepassados.
Não foi pela espada que conquistaram a terra, nem pela força do braço que alcançaram a vitória; foi pela tua mão direita, pelo teu braço, e pela luz do teu rosto, por causa do teu amor para com eles.
És tu, meu Rei e meu Deus! Tu decretas vitórias para Jacó!
Contigo pomos em fuga os nossos adversários; pelo teu nome pisoteamos os que nos atacam.
Não confio em meu arco, minha espada não me concede a vitória;
mas tu nos concedes a vitória sobre os nossos adversários e humilhas os que nos odeiam.
Em Deus nos gloriamos o tempo todo, e louvaremos o teu nome para sempre.
Mas agora nos rejeitaste e nos humilhaste; já não sais com os nossos exércitos.
Diante dos nossos adversários fizeste-nos bater em retirada, e os que nos odeiam nos saquearam.
Tu nos entregaste para sermos devorados como ovelhas e nos dispersaste entre as nações.
Vendeste o teu povo por uma ninharia, nada lucrando com a sua venda.
Tu nos fizeste objeto de vergonha dos nossos vizinhos, de zombaria e menosprezo dos que nos rodeiam.
Fizeste de nós um provérbio entre as nações; os povos meneiam a cabeça quando nos vêem.
Sofro humilhação o tempo todo, e o meu rosto está coberto de vergonha por causa da zombaria dos que me censuram e me provocam, por causa do inimigo, que busca vingança.
Tudo isso aconteceu conosco, sem que nos tivéssemos esquecido de ti, nem tivéssemos traído a tua aliança.
Nossos corações não voltaram atrás, nem os nossos pés se desviaram da tua vereda.
Todavia, tu nos esmagaste e fizeste de nós um covil de chacais e de densas trevas nos cobriste.
Se tivéssemos esquecido o nome do nosso Deus e tivéssemos estendido as nossas mãos a um deus estrangeiro,
Deus não o teria descoberto? Pois ele conhece os segredos do coração!
Contudo, por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias; somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro.
Desperta, Senhor! Por que dormes? Levanta-te! Não nos rejeites para sempre.
Por que escondes o teu rosto e esqueces o nosso sofrimento e a nossa aflição?
Fomos humilhados até o pó; nossos corpos se apegam ao chão.
Levanta-te! Socorre-nos! Resgata-nos por causa da tua fidelidade.
Ouçam isto vocês, todos os povos; escutem, todos os que vivem neste mundo,
gente do povo, homens importantes, ricos e pobres igualmente:
A minha boca falará com sabedoria; a meditação do meu coração trará entendimento.
Inclinarei os meus ouvidos a um provérbio; com a harpa exporei o meu enigma:
Por que deverei temer quando vierem dias maus, quando inimigos traiçoeiros me cercarem,
aqueles que confiam em seus bens e se gabam de suas muitas riquezas?
Homem algum pode redimir seu irmão ou pagar a Deus o preço de sua vida,
pois o resgate de uma vida não tem preço. Não há pagamento que o livre
para que viva para sempre e não sofra decomposição.
Pois todos podem ver que os sábios morrem, como perecem o tolo e o insensato e para outros deixam os seus bens.
Seus túmulos serão suas moradas para sempre, suas habitações de geração em geração, ainda que tenham dado seus nomes a terras.
O homem, mesmo que muito importante, não vive para sempre; é como os animais, que perecem.
Este é o destino dos que confiam em si mesmos, e dos seus seguidores, que aprovam o que eles dizem.
Como ovelhas, estão destinados à sepultura, e a morte lhes servirá de pastor. Pela manhã os justos triunfarão sobre eles! A aparência deles se desfará na sepultura, longe das suas gloriosas mansões.
Mas Deus redimirá a minha vida da sepultura e me levará para si.
Não se aborreça quando alguém se enriquece e aumenta o luxo de sua casa;
pois nada levará consigo quando morrer; não descerá com ele o seu esplendor.
Embora em vida ele se parabenize: "Todos o elogiam, pois você está prosperando",
ele se juntará aos seus antepassados, que nunca mais verão a luz.
O homem, mesmo que muito importante, não tem entendimento; é como os animais, que perecem.
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